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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Credo do Povo de Deus

Cremos que a Missa, celebrada pelo Sacerdote, que representa a pessoa de Cristo, em virtude do poder recebido no sacramento da Ordem, e oferecida por ele em nome de Cristo e dos membros do seu Corpo Místico, é realmente o sacrifício do Calvário, que se torna sacramentalmente presente em nossos altares. Cremos que, como o pão e o vinho consagrados pelo Senhor, na última ceia, se converteram no seu corpo e sangue, que logo iam ser oferecidos por nós na cruz, assim também o pão e o vinho consagrados pelo sacerdote se convertem no corpo e sangue de Cristo que assiste gloriosamente no céu. Cremos ainda que a misteriosa presença do Senhor, debaixo daquelas espécies que continuam aparecendo aos nossos sentidos do mesmo modo que antes, é uma presença verdadeira, real e substancial. 

Paulo VI, Papa. O Credo do Povo de Deus. A profissão de fé de Paulo VI. São Paulo: Paulinas. 2014

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Por que oferecer a Missa?

É importante que estejamos convencidos da necessidade do Sacrifício Eucarístico. De fato, esta é a virtude da religião no seu âmago e no seu ponto mais elevado. 
Deus nos criou. Ele nos preserva na existência. Nele vivemos, movemos e existimos. Sua Providência governa tudo o que Ele criou. Ele toma conta da cada um de nós individualmente e nos conhece pelo nome. Como suas criaturas dotadas de inteligência e vontade, devemos a Ele adoração, louvor e ação de graças. Porque somos pecadores, alguns mais do que outros, devemos nos voltar a Ele com atos de expiação e reparação. E por que tudo o que necessitamos na ordem espiritual e temporal vem dele, fazemos oração de petição. 
Quem faz isso pratica a virtude da religião. 
E o sacrifício da Missa é oferecido precisamente por estas razões: adoração e louvor, ação de graças, reparação e súplica, nesta ordem de prioridade. O Sacrifício Eucarístico é, portanto, o centro da virtude religiosa. 
É importante apreciar a dimensão vertical da missa. 
Este ato de louvor é primeiramente direcionado a Deus para adorá-lo, louvá-lo, e agradecê-lo. Deus é maior e mais supremo e transcendente do que podemos imaginar. Devemos a Ele o afável tributo da adoração. Pelo Sacrifício Eucarístico, também louvamos e agradecemos a Deus por sua obra da criação, por ter nos amado tanto que enviou seu único Filho gerado para nossa salvação, e para nos santificar por meio do Seu Santo Espírito. 

ARINZE, Francis. Celebrando a Santa Eucaristia. São Paulo: Ecclesiae. 2014


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A Sagrada Comunhão

Os santos dizem que vale muito mais uma Comunhão dos que um êxtase, um arrebatamento, uma visão. A Santa Comunhão transporta o Paraíso inteiro para o nosso pobre coração. Ali o Céu se faz presente; "onde está o Rei está toda a Corte", dizia Santa Tereza de Jesus. Quando Jesus é recebido em uma alma, toda a Igreja exulta de alegria, a dos Céus, a do Purgatório e a da Terra. 
A Santa Comunhão deve ser recebida em "estado de graça". Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar. É bom se lembrar do que São Paulo disse aos Coríntios: "Quem come desse pão ou bebe do cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor" (1Cor 11,27). 
Quem receber a Cristo na Comunhão eucarística não pode ter, em consciência, algum pecado mortal. A Confissão comunitária só é válida em casos muito especiais; e, assim mesmo o penitente fica obrigado depois a se confessar com um sacerdote tão logo seja possível (cf. Cat. 1483). 
Mas o que é pecado mortal?
"É pecado mortal todo pecado que tem como objetivo uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente" (Cat. 1859). Isto é, uma infração grave à lei de Deus, cometida de maneira consciente e livre. 
A matéria grave, ensina o Catecismo, é precisa pelos Dez Mandamentos, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: "Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe". (Mc 10,19) (Cat. 1858). 
Um modo delicado de preparar-nos para a Sagrada Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a ela para que nos prepare para receber a Jesus com a humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e que venha ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por São Luiz Grignon de Montfort, por São Pedro Julião Eymard, por Santo Afonso de Ligório, São Maximiliano M. Kolbe e muitos outros: "A melhor preparação para a Santa Comunhão é a que se faz com Maria". 

AQUINO, Felipe. O Segredo da Sagrada Eucaristia. 12. ed. São Paulo: Cléofas, 2015.