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terça-feira, 14 de março de 2017

Sagrada Escritura

Estudar a Sagrada Escritura é estudar o mais belo que existe. Hoje se ouve dizer com frequência: "Deus já não fala em nosso mundo; está calado". Não é certo! Deus sempre falou e segue falando. Faz isto através da sua Palavra contida na Bíblia. 
Queremos escutar a Deus? Abramos a Sagrada Escritura. Aí está tudo o que devemos fazer para chegarmos ao céu. Aí está o caminho para a verdadeira felicidade. Aí está a solução para todos nossos problemas. Só temos que abrir, ler, meditar, interiorizar, viver e transmitir essa mensagem de Deus para nós. 
A Bíblia não é letra morta ou muda. Ela nos interroga, interpela, anima, acusa, ensina, admoesta. A quem medita a Bíblia lhe acontecerá o que aconteceu aos discípulos de Emaús, cujos corações ardiam quando Jesus lhes explicou as Escrituras pelo caminho da vida (cf. Lc 24, 13-15). 
Abrir a Bíblia é se comprometer com Deus, que nos fala. Não se pode se aproximar da Bíblia como curioso, mas sim como criatura diante do Criador, como filho diante do seu Pai, como servo diante do seu Senhor. "Fala, Senhor, que o teu servo escuta". A Bíblia é um livro, não só para estudar, mas também para meditar, viver e transmitir. "Bem- aventurados os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática". (Lc 11, 28). 

RIVERO, Antonio. CURSO BÍBLICO PARA LEIGOS. A RIQUEZA DA PALAVRA DE DEUS ANTIGO E NOVO TESTAMENTO. Juiz de Fora: Martyria. 2014. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Escrita Bíblica

Os livros da Bíblia foram escritos em três línguas muito antigas: o hebraico (todos os livros protocanônicos do A.T.), aramaico (Ev. Mateus); grego (livros do N.T). 
O hebraico era escrito sem vogais até o século VII d.C. Somente nos séculos VII a X d.C., os rabinos judeus fizeram a vocalização do texto hebraico introduzindo as vogais (texto massorético). O leitor colocava mentalmente as vogais entre as consoantes, o que podia gerar dúvidas. Por exemplo, a palavra "ah", podia significar irmão, primo ou parente. O hebraico não tinha superlativo e não separava as palavras. 
O aramaico era parecido com o hebraico, falado pelos arameus, comerciantes na mesopotâmia; adotado pelos judeus desde o século V a.C. foi a língua falada por Jesus. O hebraico aos poucos ficou apenas sendo usando no culto divino. O grego era a língua de um povo culto; era falado em todo o Império Romano, e foi muito usada por escritores judeus, uma vez que este povo se espalhou por todo o império. 
Os escritores antigos não dividiam o texto sagrado em capítulos e versículos. Os cristãos é que fizeram para utilizar nas citações e para a Liturgia. Eusébio de Cesaréia (340) dividiu os Evangelhos em 1162 capítulos. Na Idade Média, o arcebispo Estevão Lagnton, de Cantuária (1228), distribuiu o texto latino do A.T. e N.T. em capítulos, esta divisão foi introduzida no texto hebraico do AT e no texto grego dos LXX e do NT e está em uso até hoje. 
A divisão em capítulos e versículos como temos hoje é do século XVI. Santo Pagnino de Lucca (1554) dividiu o AT e o NT em versículos numerados. Robert Estêvão, tipógrafo francês, refez a distribuição do N.T. em 1551. 

AQUINO, Felipe. A Sagrada Escritura: Coleção Escola da Fé II. 9. ed. São Paulo: Cléofas, 2015.