Mostrando postagens com marcador virgem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador virgem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Uma missão para Catarina (18 de julho de 1830)

Na noite de 18 de julho era justamente Madre Marthe quem dava instruções ao noviciado. Era a véspera  da festa de São Vicente. Ela evocava calorosamente a piedade do fundador pela Virgem Maria, e Catarina embebia-se de suas palavras. Catarina tinha visto São Vicente, tinha visto Nosso Senhor... Não tinha visto a Virgem Santa. E ei-la transportada por um novo elã: "Eu me deitei com a ideia de que nessa mesma noite eu veria minha boa Mãe. Havia muito que desejava vê-la!"
E foi o que aconteceu.
Finalmente, às onze e meia da noite, ouvi um chamado: 
- Irmã, irmã!
Despertei e olhei para o lado de onde vinha a voz, do lado do corredor. Abri a cortina. Vi então uma criança vestida de branco, de uns 4 ou 5 anos de idade, que me dizia:
- Levanta-te depressa e vá à capela, a Virgem Santa a espera!
De imediato, veio-me à mente:
- Mas ela vai me esperar?
A criança me respondeu (mentalmente):
- Fique tranquila, são onze e meia, todos estão dormindo. 
Venha, estou esperando. 
[...]
A criança me conduziu para dentro do Santuário, ao lado da poltrona do Senhor Diretor. Lá me pus de joelhos, e a criança permaneceu em pé o tempo todo. Como julgasse haver demora, olhei para verificar se as vigilantes não passavam pela tribuna. Por fim, chegava a hora, preveniu-me a criança, dizendo:
- Eis a Virgem Santa! Ei-la;

LAURENTIN, René. Catarina Labouré. Mensageira de Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa. São Paulo: Paulinas. 2009. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Maria Virgem, Mãe de Deus

Regozijemo-nos, irmãos! Alegrem-se, exultem os povos!
Este dia foi tornado sagrado para nós, não por causa do sol visível, mas em honra do sol invisível, o Criador, quando se tornou visível para nós, ao nascer no seio fecundo e intacto da Virgem Maria, que ele mesmo, Deus invisível, havia criado. 
Maria permanece virgem ao conceber seu Filho, virgem como gestante, virgem ao dá-lo à luz, virgem ao alimentá-lo em seu seio, sempre virgem. 
Por que te admiras disso, ó homem? Uma vez que Deus se dignou fazer-se homem, convinha que nascesse desse modo. Foi ele quem fez aquela de quem nasceu. Antes de nascer dela, já existia. E posto que era onipotente, pôde ser feito, permanecendo o que já era. Estando no seio do Pai, fez-se para si uma mãe. E uma vez tendo nascido dessa mãe, continuou a permanecer junto do Pai. Como deixaria de ser Deus, ao tornar-se homem, ele que concedeu à sua mãe permanecer virgem ao gerá-lo? 
Portanto, pelo fato de que "a Palavra se fez carne" (Jo 1,14), não se há de deduzir que a Palavra, ao passar a ser carne, aniquilou-se enquanto tal. Ao contrário, foi a carne que se associou à Palavra para não perecer. 
Assim como o homem é alma e corpo, do mesmo modo, Cristo é Deus e homem. Aquele mesmo que é Deus, é homem. E o mesmo que é homem, igualmente é Deus, sem que se confundam as naturezas, mas na unidade de uma só Pessoa. 
Finalmente, aquele que como Filho de Deus é coeterno ao que gera, existindo no Pai, desde sempre, o mesmo começou a ser filho do homem, ao nascer da Virgem. 

Santo Agostinho. A Virgem Maria. Cem textos marianos com comentários. Paulus. São Paulo. 2014