segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A filosofia cristã e a Sagrada Escritura

O aparecimento do cristianismo foi bem diverso do das antigas filosofias. Na verdade, ele nem sequer se apresentou como filosofia, mas como religião. Sua primeira manifestação exterior liga-se a uma série de fatos históricos. 
A um pequeno grupo de galileus incultos coube anunciar ao mundo a boa-nova do aparecimento, no país da Palestina, de um homem extraordinário, chamado Jesus. Nascido de uma virgem, num estábulo de Belém, apresentou-se como o Messias anunciado pelos profetas ao povo judeu e a toda a humanidade. Viveu como homem entre os homens, e não obstante declarou ser Deus, confirmando seu testemunho com milagres. Prometeu a vinda do Reino de Deus, a que os homens deviam preparar-se pela penitência e pelas boas obras. Depois de percorrer a Palestina, fazendo o bem e operando milagres, morreu na cruz, dando cumprimento às profecias e resgatando a humanidade pecadora. Ao terceiro dia ressuscitou do sepulcro, demonstrando definitivamente sua divindade. Sua vitória sobre a morte constitui um penhor de ressurreição para todos os que lhe aceitam a doutrina e se deixam batizar. Finalmente subiu ao céu, donde tornará com grande poder e glória, para julgar os vivos e os mortos e fundar um novo reino que não terá fim. A imagem temporal deste reino é a comunidade dos seus discípulos, presidida pelos apóstolos. 

BOEHNER, Philotheus; GILSON, Etienne. História da Filosofia Cristã. Petrópolis: Vozes, 2012.

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